Fin de semana por todo lo alto con los grandes ahumados del cerdo en Montalegre

Fin de semana gastronómico por todo lo alto en la localidad portuguesa, casi fronteriza (con la zona de Xinzo de Limia) de Montalegre. Aunque con precauciones, distanciamientos y demás normas, pero vuelve su famosísima Feira do Fumeiro, los productos del cerdo, en todas sus variedades, ahumados como solamente allí saben hacer, con sus riquísimos sabores... no solo en todos los restaurantes y tascas de la localidad, también en la Feria Exposición que se celebra, de acuerdo al plano que adjuntamos, en el pabellón multiusos e inmediaciones... Todo lo pueden ver y controlar haciendo click en las imágenes que acompañamos debajo...

A Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso é o maior cartaz turístico e cultural do concelho de Montalegre. Nasceu, timidamente, em 1992. 

Hoje atrai, num único fim-de-semana, mais de 50 mil pessoas. O certame é organizado pela Câmara Municipal de Montalegre desde o seu arranque. 

Porém, desde 2002 que a organização é feita em conjunto com a Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã. Na primeira edição, o evento contou com 35 produtores e 1.226 kg de produto vendido. Nesse ano, em 1992, visitaram a vila de Montalegre 2.500 pessoas. Estava dado o mote. Todavia, o início foi muito difícil. Tudo porque, tradicionalmente, só os “pobres” vendiam os presuntos e as chouriças produzidas em casa, na maioria das vezes de forma escondida. Os produtores que poderiam dispensar fumeiro para venda sentiam-se envergonhados em fazê-lo publicamente. 

Estrategicamente, a Comissão Organizadora redesenhou um novo modelo do projeto: ia a casa dos produtores buscar os produtos que eram pesados e preçados, vendia-os sem referência ao nome do seu produtor, apenas com um código que só ela própria conhecia e, posteriormente, entregava ao produtor o dinheiro resultante da venda. Este modelo vingou durante os dois primeiros anos. A partir do terceiro ano alguns produtores começaram a permitir que o seu nome fosse colocado nos rótulos dos produtos. 

Contudo, a partir do quinto ano de edição alguns produtores mostraram-se disponíveis para estarem presentes na Feira do Fumeiro a fim de eles próprios venderem o seu fumeiro, enquanto, em espaço diferenciado, a Câmara de Montalegre continuava a vender o fumeiro daqueles que continuavam a não querer assumir a venda. Só a partir de 1999 foi possível organizar uma Feira do Fumeiro onde todos os produtores estivessem presentes. A verdade é que, desde a primeira edição, até à última, os valores de venda e de visitas tiveram uma subida quase exponencial. Os modelos de organização foram sendo alterados e adaptados à realidade conjuntural e às avaliações efetuadas, tendo sempre como pressuposto base a manutenção da qualidade dos produtos vendidos. 

2006 é um ano marcante. A “rainha do fumeiro” ganha outra dimensão. Passa a ser realizada no moderno Parque de Exposições e Feiras de Montalegre - vulgo Pavilhão Multiusos - concedendo à feira a modernidade e as condições higiénico sanitárias exigidas. Um espaço que veio oferecer condições incomparáveis aos expositores e visitantes, pela qualidade e funcionalismo das instalações e pelo seu conforto oferecido aos visitantes. 

As instalações contemplam, além do espaço onde decorre o evento, quatro tasquinhas onde os visitantes usufruem das melhores condições em termos de conforto, e onde constam do cardápio da mais refinada e típica gastronomia local, desde os cozidos, tão característicos do Barroso e da época do ano, aos diversos enchidos (salpicão, chouriça, presunto, alheira) e o famoso presunto de Barroso, que colocaram Barroso na ribalta gastronómica nacional. 

 Para além disso, as instalações comportam a “Praça de Petiscos” (pavilhão desportivo), uma sala de imprensa e um auditório onde, por norma, é feita a sessão de abertura, lugar, também, de apresentações, colóquios e cerimónias de abertura, com a presença das mais altas individualidades do Estado Português, sempre presentes nas aberturas deste evento. 

A opção estratégica da Câmara Municipal de Montalegre em realizar este certame, foi cimentada na convicção de que o fumeiro e o presunto, que sempre se produziram nesta região, eram de alta qualidade e tinham um nicho de mercado capaz de o absorver. No entanto, pensamos que o sucesso crescente da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso e das dinâmicas que lhe estão adjacentes se deve, sobretudo, à metodologia de organização utilizada, assente sempre num modelo de gestão e avaliação participativa. Esta metodologia permitiu responsabilizar os produtores pela qualidade dos produtos vendidos e devolveu-lhes a autoconfiança e a autoestima, enquanto atores privilegiados de todo este processo. 

RIGOR NA QUALIDADE 

O sistema de controlo inicia-se no mês de fevereiro do ano anterior à realização da Feira do Fumeiro, com a inscrição dos produtores e do número de animais que pretendem criar para produção de fumeiro. Posteriormente, em visita domiciliária, é confirmado o número de animais que cada produtor detém sendo os animais sinalizados com brincos. Durante o ano, todos os produtores são visitados, de uma forma aleatória, por uma Comissão, constituída também por produtores, que verifica se a alimentação dos animais obedece a uma alimentação tradicional. 

Este controlo de qualidade continua na matança com a presença obrigatória do veterinário municipal. Ato contínuo, termina com a entrada dos produtos na Feira do Fumeiro. A quantidade de cada um dos produtos confecionados, por cada produtor, é pesado conferindo se é proporcional ao número de animais criados passando depois pela Comissão de Controlo, constituída pelo veterinário municipal e dois elementos conhecedores da confeção do fumeiro tradicional que avaliam a apresentação do produto, a textura, o cheiro e o sabor de cada um dos produtos apresentados. 

RENOVAÇÃO EM MARCHA 

Atualmente, os produtores mais idosos, que eram aqueles que mantinham o “saber fazer” tradicional, estão a ser substituídos por jovens produtores que apostam no desenvolvimento de métodos mais modernos e consentâneos com as exigências atuais do mercado. As cozinhas tradicionais da casa barrosã, onde se produzia o fumeiro, estão a dar lugar a modernas cozinhas de produção, onde o fator higiene e comodidade se aliam aos métodos tradicionais de produção, mantendo toda a qualidade e sabor tradicional do produto. Neste momento estão licenciadas várias cozinhas de produção de fumeiro.