Vuelve tras la covid) 15 de junio, la cita en el 2022 con la "Vaca das Cordas" -desde 1.604- en Ponte de Lima

"A Vaca das Cordas" vuelve tras el paréntesis de la Covid, a Ponte de Lima, localidad -como es sabido- de tradiciones y la villa más antígua de Portugal, título que sigue ostentando, rechazando ser catalogada como ciudad. Jaime Martínez Amante nos recordada esta mañana la importancia de la tradición de la "Vaca das Cordas" en Ponte de Lima (Minho), que completa en lo taurino cada año con la celebración de una corrida de toros, allá por las fiestas principales, "Feiras Novas", en el mes de septiembre...

VACA DAS CORDAS - 2022 - PONTE DE LIMA
15 DE JUNHO, PELAS 18 Horas

A véspera do Corpo de Deus é celebrada, em Ponte de Lima, com a corrida da Vaca das Cordas, numa ação coordenada pela Associação dos Amigos da Vaca das Cordas, com o apoio do Município de Ponte de Lima. 

Trata-se de uma das mais antigas tradições limianas, que atrai à Vila de Ponte de Lima milhares de forasteiros de todos os pontos do país, e até da vizinha Espanha, que invadem o Centro Histórico e o areal do rio Lima para participarem nesta festividade, que mostra a alma e a tradição do povo limiano.
Tudo indica que se realiza desde o ano de 1604

Seja como for, umas vezes com vacas, outras com touros, como acontece atualmente, esta tradição secular manteve ao longo dos tempos a designação de Vaca das Cordas, assumida pela linguagem popular e presente na memória coletiva, sendo única e distintiva a nível nacional.

A corrida começa na rua do Arrabalde, ao fim da tarde da véspera do Corpo de Deus, seguindo em direção ao Largo da Matriz, onde o touro é preso ao gradeamento de ferro da janela da Torre dos Sinos para o tradicional “banho” de vinho tinto, lançado sobre os cornos e o lombo do animal, cumprindo-se também a tradição de dar três voltas rituais à Igreja Matriz. A “corrida” prossegue pelas ruas do Centro Histórico, até ao areal, onde milhares de pessoas tentam “fintar” o animal ou simplesmente assistir a este espetáculo popular.

Atualmente, esta tradição cumpre-se em Ponte de Lima num jogo de respeito.
Homens e touro envolvem-se num diálogo de força e coragem, de desafio e de fuga, de dor e sofrimento mútuo. Ninguém sai a perder deste desafio, porque de um desafio se trata: à força do touro, o homem joga a sua inteligência; à falta de sensatez do homem, o touro cumpre o que se espera de si!...

Na procura das origens e sentidos da Vaca das Cordas, eles dividem-se entre a sua simbologia aos rituais egípcios, e aos cultos dionisíacos, os préstitos a Baco, a adoração a Ceres na época romana.

Durante a noite, a animação dos bares é o foco de atenção dos mais novos, que se divertem ao som da música, fazendo deste momento um elemento indissociável da tradicional comemoração da Vaca das Cordas.

A tradição cumpre-se ainda, durante a noite, com a confeção dos tapetes de flores nas ruas do Centro Histórico de Ponte de Lima para a procissão do Corpo de Deus. As ruas cobrem-se de tapetes floridos que refletem o empenho e a devoção dos moradores que, movidos pela fé, trabalham incansavelmente toda a noite, enchendo de cor e formosura as ruas que formam o itinerário da procissão.