O siluro está a caminho de se tornar um problema sério nos rios portugueses. Este peixe de grande porte está a reproduzir-se rapidamente em zonas onde antes não existia.

Recentemente um siluro foi capturado num afluente do Tejo, tratando-se de um novo recorde nos rios de Portugal alcançado por Joaquim Jonqueres (na foto) que capturou com cana um exemplar com 2,33 metros e 102 quilos no rio Pônsul, afluente do Tejo, em Castelo Branco.

Sabe-se que a expansão do siluro não é apenas rápida, mas também perigosa, pois este peixe invasor desloca espécies autóctones como a carpa ou o barbo, alterando o equilíbrio do ecossistema. Por isso, a presença do siluro ameaça reduzir a população de outras espécies, colocando em risco a biodiversidade do rio.

Para contextualizar e compreender melhor esta espécie invasora que ameaça os rios portugueses importa destacar que o siluro é um peixe de água doce originário da Europa Central e Oriental. Reconhecido pelo seu grande porte e voracidade, alguns exemplares podem ultrapassar 2,5 metros de comprimento e pesar mais de 100 quilogramas, tornando-o o maior peixe de água doce da Europa.

O siluro é um predador carnívoro e muito adaptável, alimentando-se do que estiver disponível no ambiente aquático. Nas primeiras fases de vida, consome sobretudo invertebrados, mas à medida que cresce, a sua dieta torna-se mais variada, incluindo peixes, caranguejos, rãs e outros anfíbios. Em alguns casos, pode atacar pequenos mamíferos ou mesmo aves aquáticas. Esta capacidade predadora, aliada à rápida reprodução, torna o siluro uma ameaça significativa para as espécies autóctones

In Sul Ibérico)