Llegó -con dos años de retraso casi- el primero de los 22 trenes "regionales" que CP encargó a la fábrica valenciana de Stadler (o como se diga). Hoy, la CP (Comboios de Portugal) acusa recibo de la llegada -por carretera- del primer tren dividido en 3 pedazos. Las fotos son de la propia fábrica de Stadler, a la hora de "embarcar" los trozos del nuevo tren con destino a Portugal... Ahora, entre 6 y 8 meses de bur(r)ocracias y pruebas, hasta que el nuevo tren este de las fotos, eche a andar oficialmente llevando y trayendo viajeros en la escandalosamente abandonada Linha do Oeste (Coimbra para Leiría, Caldas da Rainha, Torres Vedras... hasta Lisboa). Esta línea tiene trenes viejos actualmente reyes de averías, de modo que cada dos por tres, los servicios que se anuncian, se anulan, se suspenden o el tren se para en mitad del recorrido, como estos días también sucedía...)

Já chegou o primeiro dos 22 novos comboios regionais do modelo FLIRT encomendados à fabricante suíça Stadler, marcando um passo decisivo na modernização da frota da CP – Comboios de Portugal. Os comboios da nova série CP 2700 destacam-se pela eficiência energética, velocidade máxima de 160 km/hora e estarão dotados de Wi-Fi e de tomadas para carregamento de equipamentos eletrónicos. A primeira unidade a ser entregue é bimodo. Tem capacidade para 369 passageiros e áreas para pessoas com mobilidade reduzida e bicicletas. O investimento de 158 milhões de euros em 12 automotoras bimodo (com tração elétrica e diesel) e 10 automotoras elétricas (estas últimas adquiridas ao abrigo do Programa para a Ação Climática e Sustentabilidade -PACS) reforça a estratégia da CP na mobilidade sustentável, respondendo à crescente procura pelo transporte ferroviário e contribuindo para a transição energética e a coesão territorial.
Créditos das fotos: Stadler.







Os novos comboios chegam a Portugal

Por José Carlos Barbosa, ingeniero ferroviario, diputado del PS

"Diz o Público que a operação de transporte da nova automotora da Stadler, atualmente em curso, está a decorrer sob um manto de secretismo por parte da CP – Comboios de Portugal, que se recusa a prestar qualquer esclarecimento ao país. (https://www.publico.pt/.../primeira-22-automotoras...)
Este silêncio não é inocente. O Governo, que passa os dias a atacar o passado, prefere agora apagar a boa herança deixada pelo Partido Socialista oem matéria de ferrovia. Esta automotora é a primeira de 22 unidades da Stadler que chegarão a Portugal nos próximos tempos. A estas somam-se 117 comboios da Alstom, com 36 unidades em opção, construídos em Portugal, investimento, emprego e capacidade industrial nacional que o Executivo teima em esconder.
No dossiê da Alta Velocidade, a irresponsabilidade é ainda mais evidente. A compra dos comboios continua encalhada no gabinete do ministro, refém de indecisões e jogos táticos. Primeiro queria poucos comboios, numa lógica clara de limitar a CP. Agora fala em “atacar” o mercado espanhol, sem estratégia, sem calendário e sem decisões. É uma política ferroviária feita de anúncios vazios e recuos sucessivos.
Estas hesitações podem conduzir a um cenário absurdo e profundamente revelador da incompetência governativa: Portugal arrisca-se a ter uma linha de Alta Velocidade sem comboios para a operar. A “sorte” do Governo é que a própria obra pouco avançou andou cerca de cinco quilómetros e já está parada em Gaia, onde a discussão sobre a localização da estação promete prolongar-se no tempo, atrasando ainda mais um projeto estruturante para o país.
Entre o secretismo, a falta de decisão e as constantes mudanças de discurso, o Governo demonstra que não tem uma visão séria para a ferrovia. A ferrovia espera. E o país paga".