Escándalo en Portugal ante la próxima privatización de diversas líneas ferroviarias
rbtribuna
Existe indignación en muchos sectores de Portugal por la pretendida maniobra del Gobierno del centro-derecha de ir poco a poco desmantelando la CP, compañía estatal ferroviaria y entregar a través de concesiones de gestión, diversas líneas que opera actualmente la compañía, cayendo esa "gestión" en manos privadas... que no arriesgarán gran cosa, porque con la concesión irán los propios trenes, los coches, las máquinas... De entrada, entre otras, se entregarán a manos privadas en próximos meses, las redes de trenes urbanos de Porto, Braga, Guimaraes, Aveiro, Lisboa, Cascais... ¡ahí es nada!. La indignación en amplios sectores ciudadanos que temen que en Portugal pase como pasó en Gran Bretaña, o en Argentina... salta a la vista
E sabem porquê? Porque é um negócio sem riscos. O Estado paga tudo, compra os comboios, assegura a manutenção, e os tais interessados limitam-se a receber uma renda. Um negócio sem risco, sem grande investimento e com lucro garantido.
Mas atenção, isto não é um negócio para o comum dos empresários. É apenas para alguns, um número muito reduzido. Os de sempre"
https://www.jornaldenegocios.pt/.../grupo-barraqueiro...
(José Carlos Barbosa, ingeniero experto en temas ferroviarios, ex director de los talleres de recuperación de trenes en Guifões-Matosinhos)
"Seria muito interessante que o administrador tornasse públicos os dados de disponibilidade e fiabilidade da frota da Fertagus, bem como os custos reais desta concessão para o país.
Pessoalmente, gostaria muito de comparar esses dados com os da CP Porto. Da última vez que fiz algumas contas, constatei que o índice de disponibilidade da frota da CP Porto era significativamente superior ao da Fertagus.
Aliás, bastou que o contexto operacional da Fertagus passasse a ser semelhante ao da CP Porto para que o caos se instalasse de forma quase diária na operação da Fertagus, revelando fragilidades que antes permaneciam disfarçadas por condições mais favoráveis."
Pessoalmente, gostaria muito de comparar esses dados com os da CP Porto. Da última vez que fiz algumas contas, constatei que o índice de disponibilidade da frota da CP Porto era significativamente superior ao da Fertagus.
Aliás, bastou que o contexto operacional da Fertagus passasse a ser semelhante ao da CP Porto para que o caos se instalasse de forma quase diária na operação da Fertagus, revelando fragilidades que antes permaneciam disfarçadas por condições mais favoráveis."
(José Carlos Barbosa, ingeniero experto en temas ferroviarios, ex director de los talleres de recuperación de trenes en Guifões-Matosinhos)
"Quando o Ministro Miguel Pinto Luz diz que quer que a CP seja o “grande incumbente público”, está a vender banha da cobra. Porque, na prática, o que pretende é retirar à CP os Urbanos de Lisboa e do Porto precisamente os serviços que transportam a esmagadora maioria dos passageiros. Não há grande incumbente sem escala, nem operador público relevante sem esses serviços. Sem eles, a CP deixa de ser um grande operador ferroviário público e passa a ser uma operação residual, com passageiros residuais, reduzida a um mero gestor de contratos.
"Estas frases redondas, carregadas de eufemismos e quase sem contacto com a realidade, dão vontade de rir. Dizer que “as parcerias público-privadas têm contribuído para a modernização das redes, o reforço da oferta de transporte e a melhoria do desempenho operacional” é repetir um mantra ideológico, não é descrever factos.
A Transdev não tem, em lado nenhum do mundo, uma operação com melhor desempenho operacional do que a CP Porto. Em nenhuma das suas concessões consegue ser mais competitiva, nem apresentar métricas comparáveis às da CP: seja em fiabilidade, regularidade, custos por quilómetro ou qualidade do serviço.
Se tentarem justificar a concessão com as greves, o argumento cai sozinho. As greves não são um problema da gestão pública, são o resultado das condições de trabalho.
A ideia de que a gestão privada garante paz laboral é falsa. Na Transdev nos serviços de autocarros que opera em Portugal há greves constantes, pré-avisos sucessivos e perturbações frequentes.
A realidade é simples: gestão privada não elimina conflitos laborais. Muitas vezes, agrava-os. Salários mais baixos, carreiras mais curtas e maior pressão sobre os trabalhadores não produzem estabilidade produzem conflito. Depois queixem-se que os portugueses emigram!
Se o Estado quiser concessionar, terá inevitavelmente de pagar mais. E, nesse momento, o Governo terá de explicar aos portugueses porque razão vai gastar mais dinheiro público para obter um serviço que, muito provavelmente, funcionará pior.
O resto é retórica. E da mais fraca".
Transformar a CP num gestor de contratos é desistir do país.
Isto não é reforma nem modernização: é matar a empresa por dentro, esvaziá-la da sua escala, fingindo eficiência enquanto se destrói a empresa. Isto não é eficiência. É ideologia para servir clientelas. Um incumbente público que assegura a mobilidade diária de milhões de portugueses não é um problema é um pilar do país real. Tudo o resto é propaganda. E propaganda desta natureza tem um nome simples: banha da cobra"
Isto não é reforma nem modernização: é matar a empresa por dentro, esvaziá-la da sua escala, fingindo eficiência enquanto se destrói a empresa. Isto não é eficiência. É ideologia para servir clientelas. Um incumbente público que assegura a mobilidade diária de milhões de portugueses não é um problema é um pilar do país real. Tudo o resto é propaganda. E propaganda desta natureza tem um nome simples: banha da cobra"
(José Carlos Barbosa, ingeniero experto en temas ferroviarios, ex director de los talleres de recuperación de trenes en Guifões-Matosinhos)
A Transdev não tem, em lado nenhum do mundo, uma operação com melhor desempenho operacional do que a CP Porto. Em nenhuma das suas concessões consegue ser mais competitiva, nem apresentar métricas comparáveis às da CP: seja em fiabilidade, regularidade, custos por quilómetro ou qualidade do serviço.
Se tentarem justificar a concessão com as greves, o argumento cai sozinho. As greves não são um problema da gestão pública, são o resultado das condições de trabalho.
A ideia de que a gestão privada garante paz laboral é falsa. Na Transdev nos serviços de autocarros que opera em Portugal há greves constantes, pré-avisos sucessivos e perturbações frequentes.
A realidade é simples: gestão privada não elimina conflitos laborais. Muitas vezes, agrava-os. Salários mais baixos, carreiras mais curtas e maior pressão sobre os trabalhadores não produzem estabilidade produzem conflito. Depois queixem-se que os portugueses emigram!
Se o Estado quiser concessionar, terá inevitavelmente de pagar mais. E, nesse momento, o Governo terá de explicar aos portugueses porque razão vai gastar mais dinheiro público para obter um serviço que, muito provavelmente, funcionará pior.
O resto é retórica. E da mais fraca".
(José Carlos Barbosa, ingeniero experto en temas ferroviarios, ex director de los talleres de recuperación de trenes en Guifões-Matosinhos)



