Registados oficialmente ventos de 208 km/hora. Um furacão de categoria 3?
A maior rajada de vento -oficialmente- causada pela Kristin foi de 208,8 km/hora no "pico" da passagem da depressão pelos concelhos de Coimbra, Figueira da Foz, Mira e Cantanhede, mas também de Montemor, Condeixa, Penela, Miranda do Corvo e Soure, onde existe uma estação do IPMA. A informação foi avançada ao Diário de Coimbra por Carlos Tavares, comandante sub-regional de Coimbra da Proteção Civil, e confirmada no site do IPMA :
Dados IPMA IPMA

Foi assim batido o recorde nacional, que era de 176,4 km/h, na Figueira da Foz, a 13 de Outubro de 2018, durante a tempestade Leslie. A Base Aérea de Monte Real registou uma rajada de 178 km/h e, depois disso, ficou destruída pelo vento. 2 avioes de combate F-l6 ficaram danados seriamente...
No Cabo Carvoeiro, foram registadas rajadas de vento de 150 km/h; em Ansião chegou aos 146 km/h. No Algarve, Faro registava rajadas de 100 km/h.
Quando comparados aos de um furacão de acordo com a Escala de Ventos de Furacões Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5, estes valores poderiam colocar a depressão Kristin na categoria 2 (154-177 km/h) ou até categoria 3 (178-208 km/h).
Se se tratasse de um furacão desta categoria, os danos que já são extensos, seriam ainda mais devastadores, explicou a estação de televisão Euronews.
O IPMA está a tratar depressão Kristin como um fenómeno raro, equiparado apenas a tempestades que ocorreram em 2009 e 2018.
"Esta situação, nós por vezes designamos como uma pequena bomba meteorológica. Estes pequenos núcleos por vezes têm uma zona secundária associada de muita intensidade, que chamamos de um 'sting jet'. É um fenómeno raro, infelizmente, caiu numa zona que já tinha sido afetada pelo Leslie e com as consequências que se viu", referiu Nuno Lopes do IPMA, durante uma conferência de imprensa na quarta-feira na Proteção Civil.

Previsões para os próximos dias
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê uma melhoria do estado do tempo, uma vez que a depressão Kristin afastou-se de Portugal em direção a Espanha.
No entanto, Porto, Viana do Castelo e Braga vão estar ainda sob aviso vermelho por agitação marítima na noite e madrugada de sexta-feira para sábado, estando toda a costa ocidental atualmente em aviso laranja.
O vento também irá acalmar nos próximos dias, mas a chuva irá manter-se e pode afetar, com particular intensidade, as regiões Centro e Norte. Há 11 distritos sob aviso amarelo para a precipitação. Desses, quatro até às 09:00 de quinta-feira e os restantes até ao 12:00.
As previsões do IPMA apontam para queda de neve "nos pontos mais altos" da Serra da Estrela a partir do meio da tarde desta quinta-feira.


Muchísimos destrozos en este estadio de Leiria. La ciudad y comarca de Leiria sufrieron daños enormes en muchas de sus instalaciones básicas... Los gobernantes aconsejaron el miércoles a sus habitantes que no saliesen de casa, para permitir a los operarios y auxilios desatascar calles, salvar lo fundamental y poder arbitrar soluciones de alcance que permitan una vuelta aunque muy condicionada, a la vida diaria...
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El día después, en Portugal, solo sirve para desesperación de miles de personas. Hasta 5 muertos atribuidos al paso del maldito Kristin y millones y millones de euros, una riada de pérdidas y destrozos aún sin cuantificar en un total que se prevée desastroso... y lo que aún pueda venir, porque las crecidas de los rios han llevado a poblaciones como Alcácer do Sal, a retirar los coches y colocar barcas y embarcaciones neumáticas circulando por las calles...

Y se van conociendo datos alarmantes, una estación aficionada de meteorología, registró una racha de viento de 238 kms/hora a su paso por Figueira da Foz... Hay un video impresionante en redes sociales, al respecto.

O momento em que o ciclone #Kristin atinge severamente a Figueira da Foz.
Ainda sem confirmação, mas uma estação amadora em Costa de Lavos chegou a registar uma rajada máxima de 238km/h.
Impressionante… 
Vídeo de Sergio Duarte Fishing

Em Portugal, tempestade deixa 6 mortos, rastro de destruição e quase meio milhão de pessoas sem energia ainda nesta quinta-feira.
A passagem da tempestade Kristin foi marcada por chuvas intensas e rajadas de vento que chegaram pelo geral a 150 km/h, provocando queda de árvores, inundações e deslizamentos de terra, danos en casas e edificios, infinidade de carros e autocarros destruidos...
Desde o começo da tempestade, 850 mil imóveis ficaram sem fornecimento de energia. Ainda são cerca de 450 mil ao meiodia desta quinta-feira
Várias Câmaras municipais decidiram fechar as escolas, e muitas continuavam sem funcionar nesta quinta. O governo português se referiu à tempestade como um "fenômeno climático extremo, que causou danos significativos em várias partes do território".

A passagem da depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição de norte a sul do país. O Governo já decretou situação de calamidade nas zonas mais afetadas, informou a Euronews.
A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em Portugal continental. Lisboa, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Setúbal e Guarda foram os distritos mais afetados, segundo informou o IPMA. A tempestade entrou em território portugués pela zona de Figueira da Foz e Leiria e daí progrediu para o interior do país.
Há desalojados, estádios danificados, telhados arrancados, aviões F-16 destruídos, uma roda gigante caída, linhas e comboios suspensos. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou 5.400 ocorrências até às 22h00 de quarta-feira.
O mau tempo afetou o fornecimento de energia elétrica em algumas zonas do país, com cerca de um milhão de clientes a serem afetados durante o pico da tempestade.

Há ainda a lamentar a morte de seis pessoas: três em Leiria, uma Silves uma em Vila Franca e uma na Marinha Grande. A Proteção Civil confirma, no entanto, apenas cinco vítimas na sequência da depressão. A confusão prende-se com a morte na Marinha Grande, anunciada pela autarquia e não confirmada pela ANPC.

Durante o Conselho de Ministros, a decorrer na residência oficial do primeiro-ministro, o Governo decidiu decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin.
Ainda, hoje, Luís Montenegro visitará as zonas afetadas no distrito de Leiria e Coimbra e irá cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia.

"Leiria vai levantar-se. Mas hoje precisa de ajuda", destacou a Euronews no seu boletim informativo.
Leiria foi, por certo, um dos concelhos mais afetados pela tempestade. No local, o autarca falava na quarta-feira numa "recuperação que pode demorar um ano", reforçando que o levantamento dos prejuízos ainda está a ser feito.
"Os prejuízos ainda não estão calculados, mas é imprevisível calcular os danos que provoca na vida das pessoas. Temos cenários dantescos de igrejas sem telhados, pavilhões desportivos sem coberturas, muitas casas sem telha, casas e carros totalmente destruídos, gruas derrubadas. É um cenário próprio de pós-catástrofe, muito parecido com aquilo que costumamos ver na televisão, num ambiente de guerra", destacou o autarca, aqui citado pela agência Lusa.
Foi decretada a Situação de Alerta no concelho mas Gonçalo Lopes vai mais longe, pedindo uma "resposta nacional" por parte do Governo.
"Por isso, apelo ao Governo para que avalie e decrete a situação de calamidade. É essencial uma resposta nacional forte e solidária" escreveu numa publicação no Facebook.

O primeiro ministro Luís Montenegro esteve na quarta-feira na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. O primeiro-ministro reiterou o pesar pelas vítimas mortais e garantiu que o Governo está em contacto com as autarquias das regiões afetadas.
"Já está a ser feita uma avaliação de tudo aquilo que são as consequências no terreno e de todos os instrumentos que podemos utilizar para uma reposição mais célere da situação", assegurou.
De recordar que, para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Portugal não é exceção.