Empiezan las protestas en Portugal por la privatización de la "ferrovia" que va a ller a cabo el Gobierno
rbtribuna
Comissão de Utentes da Linha de Sintra
A Comissão de Utentes da Linha de Sintra manifesta a sua profunda preocupação com a decisão do Governo de avançar com a subconcessão das linhas urbanas da CP (Sintra/Azambuja, Cascais, Sado e Porto), entregando a privados linhas construídas e financiadas com dinheiro público.
Depois de décadas de desinvestimento, o Governo opta por usar recursos públicos para comprar novos comboios que poderão vir a ser explorados nas linhas mais rentáveis por operadores privados.
Retirar à CP as suas linhas mais rentáveis é enfraquecer a empresa pública e comprometer o direito à mobilidade.
A situação atual resulta de mais de 20 anos de desinvestimento, agravados pelo encerramento da SOREFAME, antiga empresa nacional responsável pela construção e modernização de material circulante ferroviário em Portugal. A perda dessa capacidade industrial contribuiu para a dependência externa e para os sucessivos atrasos na renovação da frota.
Defendemos investimento público consistente, mais material circulante, reforço de trabalhadores e gestão integrada dos transportes — não a fragmentação do serviço público.
É igualmente fundamental defender o PART (Programa de Apoio à Redução Tarifária) medida financiada pelo Estado que permite passes intermodais a preços acessíveis para milhares de famílias e trabalhadores. Sem este apoio, os custos de mobilidade disparariam.
Os utentes já provaram que a mobilização dá resultados — oito comboios foram recuperados desde 2014 — mas a oferta continua muito abaixo das necessidades.
A Comissão de Utentes da Linha de Sintra está preparada para agir na defesa do serviço público ferroviário e dos direitos das populações.
Com determinação,
Comissão de Utentes da Linha de Sintra
