Una ingente marea humana respalda en las calles de Braga el cortejo bíblico «Vosotros seréis mi pueblo»
Impresionante escenificación procesional en las calles de Braga, en la noche del Miércoles Santo, cientos de figurantes dieron vida y sentimiento a infinidad de personajes que marcan los orígenes del Cristianismo, con un abarrote de público a lo largo de todo el recorrido procesional, como hace muchos años no se recordaba
Cortejo bíblico «Vosotros seréis mi pueblo»Miércoles Santo, 21h30, salió de la iglesia de San Victor y volvió a recogerse allí.
Organizada, desde 1998, por la Parroquia y por la Junta de Parroquias de S. Victor, este elocuente cortejo representa la prehistoria del Misterio Pascual de Jesus que la Iglesia celebra los días siguientes. Desde el llamamiento de Abraham, pasando por la era de los Patriarcas, por la esclavitud en Egipto y el acto libertador de Moisés, hasta la infancia de Jesús, incluyendo su huida a aquel país con José y Maria con el niño sobre un burro, desfilan, en sucesión cronológica y en verdadera catequesis viva, profetas, reyes, figuras eminentes, símbolos y escenas bíblicas del Antiguo Testamento. En esencia, así es recreada la Alianza de Dios con su pueblo – “Vosotros seréis mi Pueblo” – y recreada la Nueva Alianza que será sellada con la sangre de Cristo.
O Cortejo bíblico «Vós sereis o meu povo», popularmente conhecida como Procissão da burrinha é uma procissão nocturna realizada anualmente na cidade de Braga, na Quarta-Feira Santa.
O cortejo que nos ocupa... foi de novo organizado e promovido, em início no ano 1998, pela Paróquia (Monsenhor Joaquim Morais da Costa, então Pároco de S. Vítor) e pela Junta de Freguesia (Dr. Jorge Braga, eleito pelo Partido Socialista) de São Victor após um interregno de 25 anos. A sua reativação teve oposição de alguns setores da Igreja local (Cónego Eduardo Melo Peixoto) e o apoio de outros (Monsenhor Joaquim Morais da Costa, recém colocado como Reitor do Santuário do Sameiro e Pároco Sérgio Torres e Padre José Carlos, recém nomeados na freguesia).
Na altura em que esta Procissão da burrinha foi suspensa, realizava-se na noite de Sábado Santo, entre as igrejas de S. Victor e da Misericórdia, em moldes diferentes dos actuais e com muito menor participação popular. Era, para além do desfile religioso uma apologia do "Estado Novo" e das colónias ultramarinas.
Esta procissão inventada no seu origem pelo S. N. I. (Secretariado Nacional da Informação) no tempo do Estado Novo para entreter os turistas no Sábado Santo, apenas sobreviveu cerca de seis anos, entre 1968 e 1973.
Pretendia-se reativar no mesmo dia: Sábado. Porém, numa negociação "feroz" com o então responsável (Cónego Eduardo Melo Peixoto), conseguiu-se fosse autorizada na Quarta-feira Santa.
A procissão foi totalmente reformulada e "despolitizada" e apresenta a pré-história do Mistério Pascal de Jesus que a Igreja celebra nos dias seguintes.
Desde o chamamento de Abraão, passando pela era dos Patriarcas, pela escravidão no Egipto e gesta libertadora de Moisés, até à infância de Jesus, incluindo a sua fuga para aquele país com José e Maria montada numa burrinha, desfilam, em sucessão cronológica, profetas, reis, figuras eminentes, símbolos e quadros bíblicos do Antigo Testamento.
Também desde o início é a procissão que conta com mais adesão da comunidade bracarense que a fez renascer nos atuais moldes.













































































































































































































