Milagros portugueses : de cómo una chatarra resucita y se transforma en impecable locomotora
rbtribuna
Otra vez : José Carlos Barbosa, el ingeniero que -posiblemente- más sabe de trenes y ferrovia en Portugal. Hoy, a propósito de la recuperación plena de una máquina reconstruída ahora casi desde cero y que ha quedado como nueva. Es de via estrecha, su destino será el de línea del Vouga, de Aveiro hacia el interior...
Vean fotos que el propio Barbosa aporta : espectacular proceso al que el ex-director de la oficina-taller de recuperación de trenes de Guifões (Matosinhos) ha dedicado estas líneas en su ventana al Mundo a través de Facebook...
Há histórias que merecem ser contadas como legenda das Fotos que partilho convosco!
O plano de recuperação da CP, que passou pela reabertura de oficinas, pela formação de jovens trabalhadores e pela reparação de locomotivas, carruagens e automotores encostados, cumprir os ciclo de manutenção para evitar encostar mais comboios, teve como prioridade reforçar o serviço regular e garantir, de forma escrupulosa, a oferta que a empresa propõe. Mas, ao mesmo tempo, aproveitou-se cada oportunidade para recuperar também material histórico. Foi assim com as Allan, com a Mallet, com as carruagens Napolitanas, com a Nohab e, mais recentemente, com a Alsthom Euskalduna 9005, de 1958.
O eng Nuno Freitas sabia que o turismo ferroviário tem um potencial imenso no nosso país. Sabia que este serviço, complementar às receitas da CP, é de nicho, é diferenciado e tem a capacidade de atrair turistas para o interior, dinamizando a hotelaria e a restauração com receitas significativas.
Neste caso concreto, a Alsthom Euskalduna 9005 foi imaculadamente restaurada: recebeu uma instalação elétrica totalmente nova, chaparia renovada, motor retificado e todos os equipamentos auxiliares foram meticulosamente restaurados. Trata-se de uma locomotiva idêntica à 9004, que já circula no Vouguinha, podendo assim servir como reserva estratégica ou elemento de redundância.
Conhecendo como conhecia o setor, o eng Nuno sabia que esta locomotiva poderia ser a chave para desbloquear a Linha do Tua, encerrada há vários anos. Esta máquina tem capacidade para assegurar serviços regulares e diários com as carruagens Napolitanas, num modelo semelhante ao serviço MiraDouro. Sabia que estas composições têm um enorme potencial turístico e que a receita proveniente dos visitantes pode ajudar a cobrir o défice da operação regular, porque este pode ser um serviço regular com forte componente turística. E assim fixamos população no território e voltamos a servir as comunidades com comboios.
Sabia também que a Nohab de via estreita pode operar naquela linha e que as LRV’s podem ser facilmente reparadas, basta olhar para o exemplo da Inca Rail em Machu Picchu, no Peru.
Com tudo isto, o encerramento da Linha do Tua deixa, a partir de agora, de poder ser justificado com a desculpa da falta de material circulante.
Deixo os meus profundos parabéns a todos os operários, chefes de equipa e engenheiros de Guifões que realizaram um trabalho notável na reparação da bela Alsthom Euskalduna 9005, de via estreita.
Eng. JOSÉ CARLOS BARBOSA
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